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Catedral de Sant'Anna - Igreja Matriz

Catedral de Sant'Anna - Igreja Matriz

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SANT´ANNA, PADROEIRA DE MOGI DAS CRUZES - Lê-se no “Foral da Câmara desta Villa de Santa Ana de Mogi”, datado de 1611: “E assim, em primeiro de setembro desta era, a edificou, pondo-lhe por nome Santa Ana e levantando o pelourinho, com as insígnias, cerimônias e diligências anexas, e pertencentes aos mesmos atos, no melhor sítio e lugar nela acomodado...”. Por esse texto pode-se concluir, com segurança, que a cidade de Mogi das Cruzes nasceu e cresceu sob a proteção de Sant’Ana, mãe da Virgem Maria e, consequentemente, avó de Jesus Cristo. Com toda certeza, Sant’Ana era objeto de devoção dos primeiros habitantes destas terras mogianas. Sabemos também que os templos erguidos – e ao longo do tempo, reformados, ampliados, demolidos e substituídos – sempre ocuparam o mesmo local. Pode-se dizer, também com certeza, que a praça em frente a atual Catedral de Sant’Ana é o marco zero da cidade, o ponto inicial de sua história. Poucas referências se têm com relação às igrejas que Mogi das Cruzes teve, nesse local. Sabe-se que, em 1747, os oficiais da Câmara pedem ao Rei que ajude a terminar a nova igreja. (Sabe-se ainda que na época Mogi era um povoado de muita pobreza). Em 1750, o Padre Antonio de Barros Machado benze a nova igreja. Essa deve ser a igreja retratada por Thomaz Ender, em aquarela de 1817. Não há registros de quando a fachada que consta dessa pintura foi substituída pela que vemos em fotos do início do século XX, mas temos notícias de que, em 1861, cai um raio sobre o templo e seu frontispício desaba. Presume-se que seja da igreja já reformada. Sabe-se, entretanto, que em 1914 iniciam-se reformas na Matriz e que, em 1951, já se cogitava sobre a construção de um novo templo. Os eventos ocorridos em janeiro de 1952 (queda de parte lateral da igreja) aceleraram o processo e no mês de dezembro do mesmo ano a sede da paróquia foi transferida para a Igreja do Rosário (que se localizava no largo do mesmo nome, hoje conhecido como “Praça da Marisa”). Em 1953, iniciam-se as obras da nova igreja, que foi concluída na década de 1960, tendo sido consagrada, como igreja e como Catedral em 1968, durante o episcopado do primeiro bispo de Mogi das Cruzes, D. Paulo Rolim Loureiro. Da mesma maneira. Não se tem registro da origem e da data da imagem que ocupa o altar central da Catedral, nem mesmo de sua chegada a Mogi das Cruzes. Por suas características deve tratar-se de imagem do século XVIII, provavelmente portuguesa. Sabe-se, porém que, em restauração ocorrida nas primeiras décadas do século XX, o espaldar, antes extremamente simples, foi acrescido da parte mais adornada. Isso pode ser conferido quando se olha a imagem em visão lateral. Conta-se ainda que as imagens de Sant’Ana e de Maria eram separadas, independentes e que, nessa restauração, a pedido do vigário da época, foram reunidas em uma só peça, como se vê hoje. O importante é saber que, se Mogi nasceu à sombra da proteção da avó de Jesus Cristo. O povoado (e mais tarde a cidade) sempre teve carinho e devoção muito fortes para com a figura maternal de Sant’Ana. Muito venerada e reverenciada, sempre foi objeto de uma das maiores festas de Mogi das Cruzes. Os cuidados com a principal igreja de Mogi, ao longo dos séculos, demonstram esse carinho e essa forte devoção. Em razão das mudanças provocadas pela vida moderna, as festas em louvor à padroeira de Mogi das Cruzes tiveram altos e baixos, mas nos últimos anos vem reconquistando seu espaço, e retomando, na vida, não só dos devotos, mas da população em geral, a importância que lhe é devida. Cada vez mais, os organizadores da Festa de Sant’Ana enfatizam a importância da Santa como padroeira da cidade de Mogi das Cruzes. E assim será em 2014: Festa de Santa Ana, padroeira da cidade de Mogi. Roberto Lemes Cardoso / fevereiro de 2014. Fontes: “História de Mogi das Cruzes – Isaac Grinberg” João Miguel Torquato.

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